Pular para o conteúdo principal

Líder do MST João Pedro Stedile Receberá Maior Honraria da Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul

A Mesa Diretora da Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul aprovou por unanimidade, nesta terça-feira, a concessão da Medalha do Mérito Farroupilha, maior condecoração do Legislativo gaúcho, ao economista e líder nacional do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), João Pedro Stedile. A homenagem foi proposta pelo deputado Adão Pretto Filho (PT).

A Medalha do Mérito Farroupilha é uma premiação prestigiosa que reconhece indivíduos que tenham feito contribuições significativas para o estado do Rio Grande do Sul, particularmente nos campos da política, cultura e movimentos sociais.

João Pedro Stedile é uma figura proeminente no cenário social e político brasileiro. Como membro fundador e líder do MST, ele tem sido um defensor incansável da reforma agrária e da justiça social no Brasil. Sob sua liderança, o MST organizou inúmeras ocupações de terra e protestos, exigindo acesso à terra para trabalhadores rurais e advogando por políticas de reforma agrária.

A decisão de conceder a Stedile a Medalha do Mérito Farroupilha gerou controvérsia, com alguns questionando se um líder de um movimento social deveria ser homenageado dessa forma. No entanto, o deputado Adão Pretto Filho defendeu a decisão, argumentando que as contribuições de Stedile para a luta pela justiça social e reforma agrária no Brasil são inegáveis e merecem reconhecimento.

A cerimônia para conceder a Medalha do Mérito Farroupilha a João Pedro Stedile deverá ocorrer nos próximos meses, e é provável que seja frequentada por uma ampla gama de figuras políticas e sociais, tanto em apoio quanto em oposição ao trabalho de Stedile com o MST.
Acontecimentos Zona Norte



Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Pelo menos 1,4 milhão de brasileiros deixam de sacar o auxílio emergencial e perdem o dinheiro

  Pelo menos 1,4 milhão de pessoas que receberam o auxílio emergencial não movimentaram o benefício depositado em suas contas digitais dentro do prazo determinado pelo decreto que regulamentou o recurso. Com isso, segundo o Ministério da Cidadania, até o momento, R$ 1,3 bilhão deixaram de ser utilizados e foram devolvidos aos cofres da União. Conforme a Caixa, os valores creditados na conta poupança digital e não movimentados no prazo de 90 dias, no caso do auxílio emergencial, ou 270 dias, no caso do auxílio emergencial extensão, são devolvidos à União. Para o público que faz parte do Programa Bolsa Família, as parcelas têm validade de 270 dias. O governo federal já encerrou o programa, que começou em abril e beneficiou 67,9 milhões de pessoas, com R$ 294 bilhões, principalmente trabalhadores informais e população de baixa renda, para minimizar os efeitos da pandemia de coronavírus. Mesmo com o fim do auxílio emergencial, a Caixa informou que manterá as contas digitais, “considerando

Começa o pagamento do calendário 2021 do programa Bolsa Família

  Começou nesta segunda-feira (18) o pagamento do Bolsa Família para beneficiários com NIS (Número de Identificação Social) de final 1. Neste mês, o pagamento vai até o dia 29. Mais de 14 milhões de famílias estão inscritas no programa. Para saber em que dia o benefício ficará disponível para saque ou crédito em conta bancária, a família deve observar o último dígito do NIS, impresso no cartão de cada titular. Para cada final do NIS, há uma data correspondente por mês. Se o NIS do titular termina com o número 1, em janeiro, por exemplo, os pagamentos começam no dia 18. Os depósitos ocorrem sempre nos dez últimos dias úteis de cada mês. As parcelas mensais ficam disponíveis para saque durante 90 dias após a data indicada no calendário. Os beneficiários podem conferir no extrato de pagamento a “Mensagem Bolsa Família”, com o valor do benefício. A Caixa Econômica Federal, operadora do programa, já iniciou a identificação com cartazes dos locais em que o benefício poderá ser sacado, como a

Justiça gaúcha reconhece união estável paralela ao casamento

  O TJ-RS (Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul) atendeu parcialmente a um recurso e reconheceu a união estável concomitante ao casamento. A decisão da 8ª Câmara Cível também admite a partilha dos bens eventualmente adquiridos durante a relação extraconjugal, o que deverá ser buscado em outra ação judicial. O apelo ao TJ-RS foi movido por uma mulher que se relacionou por mais de 14 anos com o parceiro, enquanto ele mantinha-se legalmente casado, até o homem morrer, em 2011. Ela contou que os dois moraram juntos em algumas cidades do Rio Grande do Sul e no Paraná. O reconhecimento da união estável em paralelo ao casamento é incomum. O Código Civil, por exemplo, estabelece como exceção apenas quando a pessoa é separada de fato ou judicialmente. O desembargador José Antônio Daltoé Cezar conluiu que a esposa sabia que o marido tinha essa relação fora do matrimônio. Essa peculiaridade fez diferença na decisão. Conforme o desembargador, uma vez comprovada a relação extraconjugal “duradou