Pular para o conteúdo principal

Céu Vermelho na Capital: Beleza Efêmera Oculta Triste Realidade

Em um espetáculo que mistura beleza e preocupação, os habitantes da Capital foram surpreendidos por um pôr do sol incomum nos últimos dias. O astro rei, normalmente um disco dourado no horizonte, apresentou-se em tons de vermelho intenso, lembrando a aparência do planeta Marte e deixando muitos observadores maravilhados e intrigados.

Entretanto, a explicação para esse fenômeno visual impressionante não é tão nobre quanto sua aparência sugere. Cientistas e meteorologistas apontam que o vermelho intenso do sol é resultado direto da grande quantidade de partículas em suspensão na atmosfera, provenientes de queimadas que assolam as regiões Norte e Centro-Oeste do país.

As queimadas, muitas vezes ilegais e descontroladas, têm criado um extenso corredor de fumaça que se desloca pela atmosfera. Essas partículas em suspensão agem como filtros naturais, bloqueando parte do espectro de luz solar e permitindo apenas que os comprimentos de onda mais longos - como o vermelho - alcancem nossos olhos.

Este fenômeno, embora esteticamente impressionante, serve como um alerta visual para os graves problemas ambientais enfrentados pelo Brasil. As queimadas não apenas alteram a aparência do céu, mas também causam danos significativos à biodiversidade, contribuem para o aquecimento global e representam riscos à saúde pública.

Autoridades ambientais expressam preocupação com o aumento das queimadas e reforçam a necessidade de medidas mais eficazes de prevenção e combate a incêndios florestais. Enquanto isso, a população da Capital continua a testemunhar este espetáculo agridoce - uma beleza efêmera que esconde uma triste realidade ambiental.
Acontecimentos Zona Norte 
Foto: Grupo Planetário 

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Pelo menos 1,4 milhão de brasileiros deixam de sacar o auxílio emergencial e perdem o dinheiro

  Pelo menos 1,4 milhão de pessoas que receberam o auxílio emergencial não movimentaram o benefício depositado em suas contas digitais dentro do prazo determinado pelo decreto que regulamentou o recurso. Com isso, segundo o Ministério da Cidadania, até o momento, R$ 1,3 bilhão deixaram de ser utilizados e foram devolvidos aos cofres da União. Conforme a Caixa, os valores creditados na conta poupança digital e não movimentados no prazo de 90 dias, no caso do auxílio emergencial, ou 270 dias, no caso do auxílio emergencial extensão, são devolvidos à União. Para o público que faz parte do Programa Bolsa Família, as parcelas têm validade de 270 dias. O governo federal já encerrou o programa, que começou em abril e beneficiou 67,9 milhões de pessoas, com R$ 294 bilhões, principalmente trabalhadores informais e população de baixa renda, para minimizar os efeitos da pandemia de coronavírus. Mesmo com o fim do auxílio emergencial, a Caixa informou que manterá as contas digitais, “considerando

Começa o pagamento do calendário 2021 do programa Bolsa Família

  Começou nesta segunda-feira (18) o pagamento do Bolsa Família para beneficiários com NIS (Número de Identificação Social) de final 1. Neste mês, o pagamento vai até o dia 29. Mais de 14 milhões de famílias estão inscritas no programa. Para saber em que dia o benefício ficará disponível para saque ou crédito em conta bancária, a família deve observar o último dígito do NIS, impresso no cartão de cada titular. Para cada final do NIS, há uma data correspondente por mês. Se o NIS do titular termina com o número 1, em janeiro, por exemplo, os pagamentos começam no dia 18. Os depósitos ocorrem sempre nos dez últimos dias úteis de cada mês. As parcelas mensais ficam disponíveis para saque durante 90 dias após a data indicada no calendário. Os beneficiários podem conferir no extrato de pagamento a “Mensagem Bolsa Família”, com o valor do benefício. A Caixa Econômica Federal, operadora do programa, já iniciou a identificação com cartazes dos locais em que o benefício poderá ser sacado, como a

Justiça gaúcha reconhece união estável paralela ao casamento

  O TJ-RS (Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul) atendeu parcialmente a um recurso e reconheceu a união estável concomitante ao casamento. A decisão da 8ª Câmara Cível também admite a partilha dos bens eventualmente adquiridos durante a relação extraconjugal, o que deverá ser buscado em outra ação judicial. O apelo ao TJ-RS foi movido por uma mulher que se relacionou por mais de 14 anos com o parceiro, enquanto ele mantinha-se legalmente casado, até o homem morrer, em 2011. Ela contou que os dois moraram juntos em algumas cidades do Rio Grande do Sul e no Paraná. O reconhecimento da união estável em paralelo ao casamento é incomum. O Código Civil, por exemplo, estabelece como exceção apenas quando a pessoa é separada de fato ou judicialmente. O desembargador José Antônio Daltoé Cezar conluiu que a esposa sabia que o marido tinha essa relação fora do matrimônio. Essa peculiaridade fez diferença na decisão. Conforme o desembargador, uma vez comprovada a relação extraconjugal “duradou